Conceito perigoso de variante do coronavírus COVID

Um estudo identificou 70 linhagens de vírus com maior potencial para causar uma pandemia global, enfatizando a importância de monitorar vírus relacionados a patógenos humanos conhecidos. Esta investigação apoia a preparação para futuras pandemias, informando o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos e refinando os esforços de vigilância para se concentrar nos vírus RNA mais ameaçadores.

Entendendo a ancestralidade vírus as famílias podem ajudar os investigadores a identificar quais variantes possuem o potencial de se tornarem a Doença X, o agente patogénico indescritível responsável pela próxima pandemia mundial.

Um estudo identificou 70 linhagens de vírus – grupos de vírus relacionados – que representam o maior risco. É improvável que vírus de outras origens genéticas causem um grande número de infecções em humanos, mostra a pesquisa.

As descobertas apoiarão os esforços contínuos para monitorizar e preparar-se para futuras pandemias, incluindo orientar o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos, dizem os especialistas.

Compreendendo a doença X e os vírus RNA

Doença X é o termo genérico usado pela Organização Mundial da Saúde para representar um patógeno hipotético e não identificado que pode representar uma ameaça significativa para as pessoas.

ARN Os vírus carregam sua informação genética como RNA, uma estrutura semelhante a ADN. Causam muitas doenças, incluindo a constipação comum, a Covid-19 e o sarampo, e têm sido responsáveis ​​pela maioria das epidemias, ou pandemias globais, na história recente.

O monitoramento de vírus RNA em populações animais poderia ajudar a identificar aqueles com maior probabilidade de surgir e se espalhar rapidamente em humanos. No entanto, o enorme número em circulação torna isso extremamente desafiador e caro.

Resultados da pesquisa e potencial epidêmico

A equipe de pesquisa liderada pela Universidade de Edimburgo traçou a linhagem, ou árvore genealógica, de 743 vírus RNA distintos espécies para rastrear como eles evoluíram, incluindo todas as espécies atualmente conhecidas por infectar humanos.

Os investigadores compararam o desenvolvimento de vírus estritamente zoonóticos – aqueles que se espalham de animais para humanos, mas não entre pessoas – com vírus transmissíveis por humanos, que podem espalhar-se dentro das populações humanas.

As descobertas mostraram que os vírus que podem se espalhar nas populações humanas normalmente evoluem separadamente dos vírus estritamente zoonóticos.

Os vírus transmissíveis por humanos geralmente surgem quando vírus relacionados da mesma linhagem já podem se espalhar entre humanos.

Historicamente, os vírus estritamente zoonóticos não levaram a epidemias nas populações humanas. Ter um parente próximo que possa infectar humanos, mas não se espalhar entre eles, não parece aumentar o risco de potencial epidemia.

Implicações para a preparação para pandemias

A equipa de investigação alertou que ainda existe a possibilidade de a próxima pandemia resultar de um vírus estritamente zoonótico – como a gripe aviária – ou de um vírus inteiramente novo. No entanto, as descobertas oferecem um caminho para ajudar a agilizar a vigilância da Doença X entre o grande número de vírus RNA existentes.

O professor Mark Woolhouse, professor de epidemiologia de doenças infecciosas na Universidade de Edimburgo, disse: “Os vírus sem a ancestralidade correta não parecem causar epidemias. Dos números potencialmente enormes de vírus de mamíferos e aves em circulação, deveríamos concentrar-nos naqueles que estão relacionados com vírus humanos existentes com potencial epidémico. Esta pesquisa restringe enormemente a busca pela próxima Doença X.”

Referência: “Dinâmica Temporal, Descoberta e Emergência de Vírus de RNA Transmissíveis por Humanos” por Lu Lu, Feifei Zhang, Liam Brierley, Gail Robertson, Margo Chase-Topping, Samantha Lycett e Mark Woolhouse, 18 de janeiro de 2024, Biologia Molecular e Evolução.
DOI: 10.1093/molbev/msad272

A equipe de pesquisa incluiu cientistas das Universidades de Edimburgo e Liverpool e da Universidade de Pequim, na China. O estudo foi financiado pelo programa Horizonte 2020 da UE e pelo BBSRC.



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